sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Alcobaça versão Studio

6maos

Quando pego um livro maravilhoso, com receitas especiais e fotos incríveis, fico empolgadíssima para reproduzir a maioria dos pratos, quando não de experimentar todos. Mas normalmente (pela falta de tempo, principalmente) só consigo fazer uma ou duas receitas.

Ainda bem que desta vez eu e a Carol Brandão conseguimos seguir à risca as principais receitas do “A cozinha da Alcobaça – receitas e histórias”. E o melhor de tudo é que a orientação foi dada pela própria Laura Góes, autora do livro e nossa convidada superespecial de mais uma edição do projeto Gastro-Pop, que aconteceu na noite quente da última quarta-feira, no Studio 768. O jantar foi ótimo, fiquei apaixonada pela Laura. Somos primas. Na verdade, o Fernando, meu marido, é o primo, e eu herdei o parentesco por ser mulher forte que nem elas – Laura, Marta Góes (sua filha) e Maria Prata (sua neta).

laura

A Dona Laura, proprietária da tradicional Pousada da Alcobaça, em Petrópolis, nos deu o privilégio de preparar a seis mãos um cardápio sensacional, que contou com torradas especiais, cortadas bem fininhas, com manteiga e parmesão, maionese com trutas defumadas e patê de fígado de pato com geleia de amora feita em casa, que todo mundo adorou e repetiu! E isso foi só a entrada. Os convidados ainda experimentaram pato com molho de laranja e champignon, acompanhado de pirão de maçã, batatinhas sautées com alecrim, legumes no vapor e arroz com passas. De sobremesa: torta de chocolate com amêndoas caramela­das, doce de coco do engenho e sorvete de creme. Tudo regado a deliciosos vinhos oferecidos por Ciro Lilla.

Se a reprodução da cuisine du terroir do “A cozinha do Alcobaça” foi nota 10, a parte “histórias” foi melhor ainda. Assim como faz no livro, Laura nos brindou com a sua animação ao descrever receitas, dar dicas de ingredientes e falar com amor de seus anos dedicados à cozinha. Depois, ao lado da filha e da neta, ela ainda autografou e distribruiu o livro para os cerca de 25 convidados. Adorável e inesquecível edição do Gastro-Pop. Obrigada, Laura Góes!

POSTADO POR CARLA PERNAMBUCO ÀS 10:10
segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Sabonete biodegradável limpa a consciência?

Sabonete

Invariavelmente dedico muitas linhas deste espaço ao consumo ético e ao comércio justo. Mas desta vez fui pega de surpresa – e gostei – por um artigo que criticava, ou melhor, destacava um olhar diferente e original (eu, pelo menos, nunca tinha pensado nisso dessa forma) sobre esses temas.

O ensaio de Anand Giridharadas, traduzido pela Folha de S.Paulo (aqui, só para assinantes), saiu originalmente no The New York Times. O escritor norte-americano, filho de indianos, acalenta a discussão sobre se esse consumo chamado de consciente é uma nova forma de cidadania ou um sinal de como ela anda desgastada. Ele dá como exemplo o dinheiro a mais que os ricos ocidentais se dispõem a gastar para ter um sapato de lã biodegradável, ter créditos de carbono, comer frutas orgânicas ou andar por aí com um iPod cujo valor foi, em parte, usado para combater a Aids na África. Olha só as outras marcas que participaram da campanha Red:

Alguns críticos dizem que a politização do consumo distorce os preços e gera ações arbitrárias, como a que obriga agricultores pobres a matricularem os filhos na escola para que seus produtos sejam considerados éticos. Mas a crítica que mais me fez pensar foi a de que esse tipo de ação tem potencial para reduzir a cidadania ao exercício virtual e distante da compra diferenciada e acabar, assim, substituindo a participação verdadeira nas discussões sociais e políticas (como votar ou protestar publicamente).

Será que o consumo ético é um jeito de humanizar o mercado, nos pergunta o ensaísta, ou somente um jeito de tornar a política suportável, transformando-a em consumo? Talvez uma mistura de consumo consciente (já que a sociedade é capitalista, baseada no consumo) e participação política mais ativa fosse o cenário mais perto do ideal, mas, como o artigo do Giridharadas indica, no mundo tão complexo de hoje, às vezes a fronteira entre o certo e o errado, o consciente e o inconsciente, é mais indefinida do que parece.

POSTADO POR CARLA PERNAMBUCO ÀS 20:32
quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Inside the news!

blog_NY

Estou feliz da vida de poder matar as saudades de New York em um bate-volta de menos de uma semana. Quando a querida Maria Prata, editora-chefe da Fashion TV Brasil, me convidou para participar do TURNitUp, eu não pensei duas vezes para arrumar as malas e partir para a Big Apple. Rever os lugares e lembrar dos tempos em que eu morava aqui era tudo o que eu precisava.

Nesta terça, como representante do canal e do Brasil, ofereci um workshop de gastronomia para os convidados do evento, que foi promovido pela Turner – a dona da superpoderosa CNN. A atração principal do encontro é o anúncio da nova programação dos 13 canais da empresa. Só da América Latina, foram convidados para a festa cerca de 470 pessoas, entre anunciantes, representantes de agências de publicidade e jornalistas, que fizeram de tudo: foram a restaurantes bacanas, visitaram estúdios de televisão e…. cozinharam! Olhem só a minha cara depois de provar alguns pratos feitos por eles.

carla_ny

POSTADO POR CARLA PERNAMBUCO ÀS 10:05