Nesses tempos em que (finalmente) algumas verdades inconvenientes estão sendo ditas sobre o planeta, ouvimos falar muito do monóxido de carbono dos carros, das baterias de celulares e de tudo mais que nos obriga a parar e repensar nosso estilo de viver e, principalmente, de consumir.
Só que “reduzir o consumo” não significa apenas apagar as luzes ao sair de casa ou ir ao trabalho de bicicleta. Todos os aspectos da maneira como vivemos hoje têm uma conseqüência direta no meio ambiente, inclusive nossos hábitos alimentares. O assunto me veio à cabeça depois de ler esta reportagem aqui, publicada ontem no New York Times. O texto fala de Alexandra Morton, uma senhora norte-americana que dedicou boa parte de sua vida a (tentar) salvar as baleias da região da Colúmbia Britânica, no oeste do Canadá. Após ver as orcas desaparecerem quase completamente nas últimas duas décadas, Morton mudou seu foco e passou a combater aquelas que, segundo ela, são as grandes responsáveis por esse desastre: as fazendas de salmão.

Em seu processo de captura com redes de metal, esse pólo da pesca exagerada teria infectado todos os salmões da região com um parasita, o piolho-do-mar. Durante anos, as baleias comeram esses peixes e acabaram infectadas também, até sua quase extinção. Isso para não falar dos produtos químicos que deixam a carne do salmão menos acinzentada, puxando mais para aquele tom bonito de rosa, que é uma garantia de abrir os bolsos das donas de casa no supermercado. O processo é tão voraz que o perigo agora é de que, sob esse ciclo de produção das fazendas, os próprios salmões acabem desaparecendo – e, com eles, a fonte de alimentos de ursos, águias e outros animais da região.
O que fazer, então? Deixar de comer salmão para todo o sempre? O xis da questão não é o pobre do salmão. As fazendas de pescados são apenas um exemplo entre tantos processos de produção de alimentos que estão desequilibrando o ecossistema e, em nome do consumo, colocando outras espécies em xeque. Diante disso, só nos resta uma opção: reduzir o consumo. De tudo.
A crise que vivemos hoje, mais do que financeira, é sobretudo moral. O mundo não está preparado para abrigar tanto consumo: será preciso voltar cinco casas atrás no jogo. Para que sejamos de fato sustentáveis, temos que antes ser conscientes e responsáveis, o tempo todo. Inclusive à mesa.







Moro no estado de Washignton, onde temos muitos frutos do mar, salmon halibut e outros peixes, mas a pesca aqui e bem controlada. Entao!!!!!!! se voce quer contribuir, compre peixes das estacoes certas.
Aqui bem perto da minha casa na Penisula do Kitsap County, podemos vir os salmon pulando. E lindo.
O que eu sei por exemplo, pra pescar oysters, voce nao pode pescar nos meses que tem “r”, ou seja nestes meses como janeiro, fevereiro e assim por diante, nao compre oysters.
Adoro a comida do Carlota, e adoro a Carla Pernanbuco, sou uma fa dela
Olá Sandra,
O Brasil ainda está engatinhando em termos de preservação e controle…mas torço para que o desenvolvimento do país traga tb consciência e benefícios,tão necessários para se tornar um verdadeiro exemplo de preservação.
Quando vier a SP ou RJ,mande um email,carlota@carlota.com.br,podemos tentar nos ver por aqui.
Obrigado pelo comentário.
abs,
Carla