Peixes com ascendente aquário

Outro dia mesmo eu passava aqui minha receita de robalo publicada na edição mais recente da revista Estilo Zaffari, lembram? Pois, então: uns dias depois li que pesquisadores do Instituto de Pesca da Secretaria de Agricultura de São Paulo desenvolveram a tecnologia para produzir o robalo em cativeiro.

Por causa da pesca predatória, esse peixe de água salgada está se tornando artigo cada vez mais raro (e, portanto, caro) nas mesas por toda parte. O Instituto de Pesca vai oferecer aos piscicultores dois possíveis pacotes: a engorda dos alevinos (os embriões dos peixes) ou a produção desses embriões em laboratório – num processo delicado, que envolve o congelamento do sêmen e a indução da desova por meio de hormônios.

Com o método revolucionário, será possível produzir robalo ao longo de todo o ano. Grande notícia, certo? De certa forma, acho que sim. Não tenho dúvidas de que o ideal seria que tudo no mundo seguisse seu curso natural e que, portanto, nós só consumíssemos o robalo quando fosse possível e nas quantidades que a natureza nos oferece. Afinal, toda a evolução se deu assim.

Porém, se falhamos em algum ponto no passado – ou seja, as décadas de pesca predatória –, é bom saber que tem gente estudando e trabalhando para tentar restabelecer a ordem das coisas, ou pelo menos consertar parte dos danos que a falta de consciência coletiva causou.

É bem legal saber que a tecnologia está se desenvolvendo a ponto de reparar alguns desses nossos erros históricos, mas o importante mesmo é enxergá-los e aprender com eles para não voltar a repeti-los.

Tags: , ,

Escreva seu Comentário