A hora da tainha

Estamos em plena época da pesca da tainha. Lá na praia da Gamboa, sobre a qual falei no post anterior, o movimento num dia bom chega a 3 mil pescados! O processo é artesanal, com o uso de canoas a remo e redes do tipo arrastão. Um barco entra pelo canto da praia e vai largando a rede em curva, até sair um pouco mais adiante. Os homens na praia se dividem nas pontas dela para puxar, cercando o cardume. Alguns ficam na volta de tarrafa, pescando os que fogem. É uma coisa bonita de se ver.

Tão bonito que fizeram até um documentário. O filme, de Ademir Damasco, mostra todo o ritual em torno da pesca da tainha, desde uma missa que marca o início da temporada até a festa de confraternização que acontece quando os peixes saem do mar.

Na região onde fiquei, na Gamboa, obviamente essa é a melhor época para se apreciar esse peixe de carne firme e saborosa. Você os encontra de tudo o que é jeito, assado, frito, em pratos e petiscos. É nessa época do ano também que a bottarga surge em pratos e festivais em diversos restaurantes em São Paulo. Chamada por alguns de “caviar italiano”, a bottarga é feita de ovas de tainha desidratadas e salgadas. O método tradicional de secagem ao sol leva um mês! De sabor acentuado, é preciso ter cuidado pra não errar a mão. Mas ela salpicada em um belo espaguete, hummm… delícia.

Tenho uma receitinha aqui pra você fazer em casa. Então é isso, aproveite a estação da tainha e depois me conta o que achou do spaguetti!

Spaguetti com bottarga(4 porções)

Ingredientes
300g de spaghetti de grano duro
6 colheres (sopa) de manteiga sem sal
1/3 de xícara de vinho branco seco
4 colheres (sopa) de alho-poró bem picado
1 colher de pimenta calabresa seca, bem picada
½ xícara de creme de leite fresco
2 colheres (sopa) de folhas de salsinhas picadas
Sal
1 pitada de noz-moscada
2 colheres (sopa) de bottarga ralada ou em lascas

Preparo
Em bastante água e sal, cozinhe a massa até o ponto “al dente”. Enquanto a massa cozinha, aqueça a manteiga em uma frigideira antiaderente, junte o alho-poró e doure rapidamente. Junte o vinho branco, reduza ligeiramente. Por último, incorpore o creme de leite, a pimenta calabresa e a noz-moscada. Acerte o sal e misture à massa assim que escorrer. Sirva em prato fundo e finalize com salsinha e a bottarga ralada ou em lascas.

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One Response to “A hora da tainha”

  1. Paula Pacheco Says:

    Carla,
    este mês meu primo trouxe de Itajaí duas tainhas enormes…falou que estava bem em conta por lá..e por aqui minha mãe fez das tainhas…bem assadas no forno com uma farofa de milho bem úmida e camarão, e vieram as ovas juntas…foi a maior festança…pois adoramos ovas, (sem ser necessariamente a bottarga) ficou divino com o azeite reado por cima nham nham nham!!! Queria aproveitar e te convidar para passear pelo meu blog de culinaria também…te espero por lá…
    bjs,
    Paula :)

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